Mortal Kombat é uma das séries de
jogos de luta mais emocionante de
todos os tempos. Produzido pela
Midway Games, para a plataforma
arcade, e foi lançado em 1992.
No início, o jogo não teve tanta
repercussão, coisa que não se
repetiu nos lançamentos posteriores.
Logo em seguida, a mídia já atacou
com suas críticas, alegando que o
jogo era pesado demais, muita
violência explícita, sangue realístico.
Mas nada que ocupa-se rapidamente
seu lugar nos consoles, gibis,
seriados e até mesmo filmes. Mortal
Kombat logo superou até mesmo o
poderoso Street-Fighter, com golpes
e seqüências que materializavam
uma idéia de realismo
surpreendente para a época. Além
disso, contava com finais de cada
round, com estilos diferentes para
poder derrotar de uma vez por todas
o adversário, com fatalitys, brutalitys,
animalitys, babalitys, friendships, e
cada um, com seqüências diferentes,
que por fim davam a voz de adeus
ao inimigo derrotado e humilhado.
A idéia era fazer com que fosse
apenas um jogo diferente de todos
os outros lançados na época.
Acreditavam que mudando conceitos
de jogabilidade, sons, gráficos e os
tipos de luta, seria algo que iria
cativar outros amantes de jogos de
luta. E estavam absolutamente
corretos. De fato, Mortal Kombat
mudou a história do videogame ao
criar a maravilhosa série de jogos de
luta.
HISTÓRIA E DIVERSÃO!
Antes de mais nada, vamos conhecer
nossos grandes gênios. Com vocês,
Ed Boom e John Tobias!
Com uma pesquisa árdua,
conseguimos arrancar boas coisas
que fazem-nos refletir, que no
mundo, a gente precisa batalhar e
batalhar cada dia mais suado do
que o outro, pois não existe uma
obra qualquer que não seja fruto de
um trabalho e perseverança. Como
diz nosso amigo, Tio Ben (Homem-
Aranha), "com grandes poderes,
devemos ter grandes
responsabilidades". Dizia Ed Boon,
que era fascinado por jogos desde
quando era uma criança. E adivinha
qual foi o seu primeiro videogame?
Sim, este mesmo, o que ele chamara
de o "fabuloso ATARI". Com 16 ou 17
anos e ainda no colégio, conta que
se interessou por programação e
começou a fazer pequenos jogos em
BASIC e assim se familiarizar com
conceito de programação. Logo em
seguida, foi para Universidade de
Illinois, e decidiu definitivamente o
que queria fazer: Ciência da
Computação. Terminou a graduação
e em 1986 foi trabalhar na Willians.
Um pouco mais tímido, John Tobias,
disse que não foi diferente com ele.
Afinal, se algo é para dar certo,
então até mesmo o destino nos da
um empurrãozinho. Seu primeiro
videogame foi um ATARI 2600, isso
quando tinha 11 anos apenas. Mas o
que ele gostava mesmo era desenhar
quadrinhos, passava horas dedicado
ao trabalho para terminar o que
mais gostava. E foi decidido para
universidade fazer computação
gráfica, onde também teve uma base
de programação. Em 1989, entrou
para Willians.
O NASCIMENTO DE MORTAL
KOMBAT
John Tobias nos conta que a
diretoria pressionava-os para criar
um grande jogo. Street-Fighter
estava no auge, onde tinha um
fliperama, tinha Street-Fighter. Bison
era aclamado pelos fãs em Street-
Fighter II, sempre no topo de tudo e
todos. Diz Tobias, tínhamos que criar
algo diferente, inovador, comentando
com Boon. A primeira idéia foi então
tentar comprar o grande lutador de
artes marciais, Van Damme. Seria um
estouro, dizia Boom. Pena que não
deu certo, a Willians achou muito
caro e não pensou duas vezes em
vetar nosso pedido. Aí sim, tivemos
a grande idéia de fazer um jogo
baseado em artes-marciais, um
torneio. Demos o nome de Mortal
Kombat. E sim, foi um nome pensado
por nós dois mesmo. Você lembra no
começo, que disse a respeito de
desejo do destino... Então é isso!
Agora, acredite nos fatos que iremos
contar a seguir. São fatos reais e
nada mais, nada menos que
contados pelos nossos gênios.
A idéia de sangue foi tão engraçada
que até virou charges e piadas
dentro da Willians. Foi assim. "Em
um dia qualquer, fui na casa de
minha namorada para dar uma
"rapidinha", só que ela estava
naqueles dias. Ah, não pode ser. Um
dia inteiro pensado em algo novo
para MK, quando chego em casa
para relaxar, tenho a triste notícia.
Muito azar não?!
Mas ainda bem que eu sempre fui
curioso e essas coisas. Foi quando
perguntei a ela, se poderia me
mostrar... Mostrar a [!], pois não
acreditei. Então ela me mostrou e
Pin! Na hora veio em minha cabeça
em colocar sangue no jogo. Brilhante
e totalmente inovador não?! Bizarro,
mas foi isso mesmo que aconteceu.
No outro dia estava eu lá pronto
para incrementar nossos planos. E
claro, o sangue foi tão bem aceito
que até hoje quando jogo MK,
lembro de minha namorada... Boon
termina em gargalhadas, em um tom
muito humorístico." Agora era a vez
de Tobias. Queríamos saber mais
sobre ele. Se ele também tinha uma
história para contar-nos. Então, bora
lá!
Como muitos sabem, MK foi o jogo
feito pelo menor número de
profissionais até hoje, somente eles
dois! Eles que fizeram as roupas,
personagens, sons, e tudo que o
game precisava. E foi verdade
mesmo, como conta Tobias. "Cara, foi
muito legal, tivemos que nos
travestir para garantir o pão de cada
dia. Alugamos umas fantasias em
uma loja de artigos de carnaval,
minha mãe ajudou com a
maquiagem e minha irmã ajudou
tirando as fotos. A pior fantasia foi a
da Sonia. E como não sou nada
bobo, logo mandei que Boon fizesse.
Mas ele não concordou. Então
fizemos o seguinte, como toda
criança na infância, vamos resolver
isso no par ou ímpar. Felizmente,
Boon perdeu, hahaha! E até que ele
não se saiu nada mal."
Quando estavam já na segunda
versão, MK II, foi a oportunidade de
poderem melhorar o jogo. Tinha
muitas idéias desde o primeiro, mas
infelizmente o tempo foi o principal
inimigo que não os deixou plugar
estas idéias desde o início. Muitas
das conclusões foram apenas sendo
atribuídas ao longo do tempo, em
cada edição, ganhavam novos
personagens e animações extras. E
foi assim que MK foi sendo criado,
personalizado. De uma forma alegre,
divertida e acima de tudo, muito
bem humorada.
O CENÁRIO
O principal responsável pela
ambientação de MK foi John Vogel,
que era algo que poderia
comprometer o jogo todo. Os
cenários de MK I e MK II são partes
muito dedicadas que poderiam
render sérias críticas ao game. Vogel
diz que para MK I baseou-se
principalmente nos esboços à lápis
de Tobias. Inicialmente, revela
Vogel, que muitos lugares de
Outworld foram retirados de partes
violentas da cidade de Chicago.
Vogel foi a China Town para um
primeiro reconhecimento com uma
câmera de vídeo e pegou algumas
imagens. Ele mesmo entrou numa
loja, filmou alguns artigos e passou
para o computador. Resultado disso
tudo, foi que 50% do cenário fora
feito à mão, o restante
computadorizado.
O SOM
Da mesma maneira que os cenários
ganhavam forma, as músicas de MK
podem ser comparadas. Goskie
(responsável pela ambientação de
MK II) diz: "é um processo
demorado". O responsável pela
sonorização do jogo foi Dan Forden.
Para perceber que estilo de música
usar, observou atentamente os
cenários. A idéia foi fazer um som
mais "pesado", fugindo do padrão
das músicas de vídeo game. Com
isso, o jogo parece mais com um
filme. Os efeitos com socos e
explosões também são obras de
Forden.
OS PERSONAGENS
Uma gama de personagens foi criada
para fortalecer ainda mais MK. Com
variados lutadores e lutadoras,
desde humanos com poderes
sobrenaturais, até monstros
mitológicos, MK teve uma perfeita
equipe de personagens que nos
fazem ficar horas na frente da
telinha, escolhendo um por um e se
divertindo a beça. Desde o primeiro
MK, de lá para cá, aconteceram
mudanças consideráveis. Alguns
personagens mudaram de roupa,
estilo de luta, magias, combos, e
seqüência de golpes, que por fim,
faziam da vítima sobrar somente os
ossos. Confira abaixo os
personagens.
Lutadores
Ashrah
Baraka
Bo' Rai Cho
Daegon
Dairou
Darrius
Drahmin
Fujin
Havik
Hotaru
Hsu Hao
Jarek
Johnny Cage
Kabal
Kai
Kano
Kenshi
Kira
Kobra
Kung Lao
Kurtis Stryker
Li Mei
Liu Kang
Jax Briggs
Mavado
Meat
Mokap
Nightwolf
Nitara
Sheeva
Raiden
Reiko
Sareena
Sindel
Shujinko
Tanya
Taven
Sonya Blade
Sub-Zero
Ninjas
Scorpion
Reptile
Noob Saibot
Smoke Humano
Ermac
Classic Sub-Zero
Rain
Kitana
Mileena
Jade
Frost
Smoke
Sektor
Cyrax
Chameleon
Khameleon
Chefes e Sub-Chefes
Shao Kahn
Shinnok
Onaga
Shang Tsung
Goro
Kintaro
Motaro
Quan Chi
Moloch
Blaze
DarkKahn
CONCLUSÃO
Até os dias de hoje, MK é um jogo
muito bem aceito pelos curiosos e
fanáticos. O jogo sempre trás uma
boa história, sons, gráficos e uma
jogabilidade invejada por muitos
jogos que tentam se aproximar de
MK. Dos gráficos apresentados desde
a primeira edição, não temos nem do
que falar, desde os 17 anos do
lançamento de MK I. Da trilha
sonora, inquestionável,
simplesmente fenomenal e que
agrada a grande maioria, detalhes
mínimos, mas que fazem a diferença
em MK.
domingo, 7 de julho de 2013
A História do Mortal Kombat
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